Antropologia, Tecnologia, HCI e Chave de fendas

     Nas apresentações da VORTEX TI é comum o CTO da empresa – Ricardo Perazzolo – apresentar os temas de tecnologia usando uma abordagem antropológica. Algumas pessoas acham que é um empréstimo do termo de ciências humanas com o objetivo de simplificar a compreensão do tema, “mas só que não”!

Não posso fugir da definição para explicar. Antropologia é a ciência que se dedica ao estudo aprofundado do ser humano. O termo tem origem nas palavras gregas “anthropos” (homem, ser humano) e “logos” (conhecimento). No sentido mais amplo é a ciência do homem, que engloba as suas origens, evolução, desenvolvimentos físico, material e cultural, a fisiologia e psicologia, características raciais, costumes sociais, crenças etc.

No nosso contexto, a antropologia estuda o homem e os usos que ele deu ou dá às ferramentas, que por sua vez representam meios e instrumentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana, que se traduzem em instrumentos tecnológicos. E há novas áreas de estudos antropológicos, as quais têm se debruçado sobre as questões relacionadas a ciência e a tecnologia para o estudo sistemático sobre técnicas, processos e métodos.

Os temas de Antropologia que mais rapidamente nos vem a mente sempre giram em torno dos estudos relacionados aos povos isolados. Esses estudos são baseados no método etnográfico, onde a parte de tecnologia é aquela que consiste no estudo de um objeto por vivência direta da realidade onde o mesmo está inserido. Mas há uma parte da atual antropologia da tecnologia que trata dos temas que giram em torno das ciências e meios das interfaces humano-máquinas, as quais incluem todas as categorias de hardware e software. Nesse campo são discutidas as questões de “tecnociência”, além de embates entre práticas e usos de conhecimentos científicos e minoritários pelo homem.

No caso específico da VORTEX, o uso dessa abordagem visa responder as razões do surgimento de determinada tecnologia, pois ela sempre está associada ao atendimento de uma necessidade, seja ela para a busca de soluções aos problemas existentes, melhorar a velocidade de processos, ganhar escala nos resultados, adequar razões econômicas ou a simples busca de novas práticas. Quaisquer que sejam as razões, a tecnologia da informação sempre surge com um propósito claro e definido.

Um exemplo atual, latente em todos os círculos da tecnologia da informação é a questão da Hiperconvergência. Essa tecnologia adveio da necessidade de se gerenciar e operar a complexidade de instalações de shared storage, as quais não tinham um volume suficiente para justificar a manutenção de equipes especializadas em storage. Essa necessidade empurrou equipes de TI na busca por melhorias de processos que permitissem a expansão da capacidade instalada de forma simplificada, usando componentes de domínio natural dos seus operadores. 

A resposta veio com as soluções de convergência e sua evolução para hiperconvergência, o que permitiu a simplificação dos ambientes através da utilização compartilhada de recursos locais dos servidores, eliminando as tarefas de gerência de storage e SANs. Isso também habilitou a racionalização dos custos de aquisição e expansão, e disponibilidade dos recursos compartilhados, trazendo novas práticas operacionais que eliminaram tarefas complexas e arriscadas e melhoraram em muito a velocidade para expansões.

 Esse conjunto de fatores trouxe um propósito claro e definido para as estratégias de gestão de TI, agregando computação e armazenamento de forma padronizada e simplificada, habilitando uma experiência de elasticidade e liberdade tal qual é ofertada na computação em nuvem/CLOUD. Essa hoje é a parte que não é bem “lembrada”, fazendo com que a adoção de soluções que trazem limitações em sua concepção não atendam plenamente as necessidades originais às quais foram concebidas, trazendo assim os antigos problemas de volta disfarçados em outros formatos.

Em tempos de busca contínua por eficiência operacional essa abordagem antropológica ajuda em muito a responder questões sutis na escolha e uso dos melhores métodos e instrumentos, evitando-se assim o “pregar pregos usando chave de fendas”. Sabemos que é possível e até pode ser feito, mas o tempo, custo e efetividade dos resultados são bastante questionáveis!

*Jorge Moskovitz é diretor de vendas da Vortex TI.

Sobre a Vortex TI

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Com operações em todo o território brasileiro, a Vortex TI tem como objetivo primordial entender as necessidades de seus clientes, auxiliá-los na redução de custos, proporcionar um aumento de performance e melhoria de processos, por meio das melhores práticas. A missão da Vortex é oferecer uma nova experiência de performance e alta disponibilidade aos clientes no ambiente de datacenter.

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